"Se a prudência da reserva e decoro indica o silenciar em algumas circunstâncias, em outras, uma prudência de uma ordem maior pode justificar a atitude de dizer o que pensamos." - (Edmund Burke)

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Pacote anti-corrupção: A lista dos traídores

Câmara aprova e 'desconfigura' pacote anticorrupção, durante a madrugada.

Confira a lista dos políticos + partidos que votaram SIM:

Alberto Fraga DEM-DF
Alexandre Leite DEM-SP
Claudio Cajado DEM-BA
Efraim Filho DEM-PB
Elmar Nascimento DEM-BA
Felipe Maia DEM-RN
Francisco Floriano DEM-RJ
Hélio Leite DEM-PA
Jorge Tadeu Mudalen DEM-SP
José Carlos Aleluia DEM-BA
Juscelino Filho DEM-MA
Marcelo Aguiar DEM-SP
Misael Varella DEM-MG
Missionário José Olimpio DEM-SP
Paulo Azi DEM-BA
Professora Dorinha Seabra Rezende DEM-TO
Sóstenes Cavalcante DEM-RJ
Afonso Motta PDT-RS
André Figueiredo PDT-CE
Assis do Couto PDT-PR
Carlos Eduardo Cadoca PDT-PE
Dagoberto PDT-MS
Félix Mendonça Júnior PDT-BA
Flávia Morais PDT-GO
Hissa Abrahão PDT-AM
Leônidas Cristino PDT-CE
Mário Heringer PDT-MG
Pompeo de Mattos PDT-RS
Ronaldo Lessa PDT-AL
Sergio Vidigal PDT-ES
Weverton Rocha PDT-MA
Erivelton Santana PEN-BA
Junior Marreca PEN-MA
Augusto Coutinho Rede-PE
Aureo Rede-RJ
Benjamin Maranhão Rede-PB
Genecias Noronha Rede-CE
Laudivio Carvalho Rede-MG
Lucas Vergilio Rede-GO
Paulo Pereira da Silva Rede-SP
Zé Silva Rede-MG
Uldurico Junior PV-BA
Ademir Camilo PTN-MG
Aluisio Mendes PTN-MA
Antônio Jácome PTN-RN
Bacelar PTN-BA
Carlos Henrique Gaguim PTN-TO
Dr. Sinval Malheiros PTN-SP
Francisco Chapadinha PTN-PA
Jozi Araújo PTN-AP
Luiz Carlos Ramos PTN-RJ
Ricardo Teobaldo PTN-PE
Luis Tibé PTdoB-MG
Rosinha da Adefal PTdoB-AL
Silvio Costa PTdoB-PE
Adalberto Cavalcanti PTB-PE
Arnon Bezerra PTB-CE
Benito Gama PTB-BA
Cristiane Brasil PTB-RJ
Deley PTB-RJ
Jorge Côrte Real PTB-PE
Jovair Arantes PTB-GO
Nilton Capixaba PTB-RO
Pedro Fernandes PTB-MA
Sérgio Moraes PTB-RS
Wilson Filho PTB-PB
Zeca Cavalcanti PTB-PE
Alberto Filho PMDB-MA
Alceu Moreira PMDB-RS
Altineu Côrtes PMDB-RJ
André Amaral PMDB-PB
Aníbal Gomes PMDB-CE
Baleia Rossi PMDB-SP
Carlos Bezerra PMDB-MT
Carlos Marun PMDB-MS
Celso Jacob PMDB-RJ
Celso Pansera PMDB-RJ
Cícero Almeida PMDB-AL
Daniel Vilela PMDB-GO
Darcísio Perondi PMDB-RS
Elcione Barbalho PMDB-PA
Fábio RamalhoPMDB-MG
Fabio Reis PMDB-SE
Flaviano Melo PMDB-AC
Jarbas Vasconcelos PMDB-PE
Jéssica Sales PMDB-AC
João Arruda PMDB-PR
João Marcelo Souza PMDB-MA
Jones Martins PMDB-RS
José Priante PMDB-PA
Kaio Maniçoba PMDB-PE
Leonardo Quintão PMDB-MG
Lucio Mosquini PMDB-RO
Lucio Vieira Lima PMDB-BA
Manoel Junior PMDB-PB
Marcos Rotta PMDB-AM
Marinha Raupp PMDB-RO
Mauro Lopes PMDB-MG
Mauro Mariani PMDB-SC
Mauro Pereira PMDB-RS
Moses Rodrigues PMDB-CE
Newton Cardoso Jr PMDB-MG
Osmar Serraglio PMDB-PR
Pedro Paulo PMDB-RJ
Rodrigo Pacheco PMDB-MG
Rogério Peninha Mendonça PMDB-SC
Ronaldo Benedet PMDB-SC
Saraiva Felipe PMDB-MG
Soraya Santos PMDB-RJ
Valdir Colatto PMDB-SC
Valtenir Pereira PMDB-MT
Vitor Valim PMDB-CE
Walter Alves PMDB-RN
Erivelton Santana PHS-BA
Junior Marreca PHS-MA
Átila Lins PSD-AM
Diego Andrade PSD-MG
Domingos Neto PSD-CE
Edmar Arruda PSD-PR
Evandro Roman PSD-PR
Expedito Netto PSD-RO
Fábio Mitidieri PSD-SE
Fernando Torres PSD-BA
Herculano Passos PSD-SP
Heuler Cruvinel PSD-GO
Indio da Costa PSD-RJ
Irajá Abreu PSD-TO
Jefferson Campos PSD-SP
José Nunes PSD-BA
Júlio Cesar PSD-PI
Marcos Montes PSD-MG
Marcos Reategui PSD-AP
Paulo Magalhães PSD-BA
Raquel Muniz PSD-MG
Tampinha PSD-MT
Rolde de Oliveira PSC-RJ
Gilberto Nascimento PSC-SP
Irmão Lazaro PSC-BA
Júlia Marinho PSC-PA
Takayama PSC-PR
Adilton Sachetti PSB-MT
Átila Lira PSB-PI
César Messias PSB-AC
Creuza Pereira PSB-PE
Danilo Cabral PSB-PE
Danilo Forte PSB-CE
Heráclito Fortes PSB-PI
Hugo Leal PSB-RJ
João Fernando Coutinho PSB-PE
José Reinaldo PSB-MA
Keiko Ota PSB-SP
Marinaldo Rosendo PSB-PE
Rafael Motta PSB-RN
Rodrigo Martins PSB-PI
Tadeu Alencar PSB-PE
Tereza Cristina PSB-MS
Alan Rick PRB-AC
Antonio Bulhões PRB-SP
Beto Mansur PRB-SP
Carlos Gomes PRB-RS
César Halum PRB-TO
Cleber Verde PRB-MA
Jhonatan de Jesus PRB-RR
João Campos PRB-GO
Jony Marcos PRB-SE
Lindomar Garçon PRB-RO
Márcio Marinho PRB-BA
Ricardo Bentinho PRB-SP
Roberto Alves PRB-SP
Roberto Sales PRB-RJ
Ronaldo Martins PRB-CE
Rosangela Gomes PRB-RJ
Silas Câmara PRB-AM
Tia Eron PRB-BA
Vinicius Carvalho PRB-SP
Adelson Barreto PR-SE
Aelton Freitas PR-MG
Alexandre Valle PR-RJ
Alfredo Nascimento PR-AM
Cabo Sabino PR-CE
Capitão Augusto PR-SP
Clarissa Garotinho PR-RJ
Delegado Edson Moreira PR-MG
Giacobo PR-PR
Giovani Cherini PR-RS
Gorete Pereira PR-CE
João Carlos Bacelar PR-BA
Jorginho Mello PR-SC
José Carlos Araújo PR-BA
Laerte Bessa PR-DF
Lúcio Vale PR-PA
Magda Mofatto PR-GO
Marcelo Álvaro Antônio PR-MG
Marcio Alvino PR-SP
Miguel Lombardi PR-SP
Milton Monti PR-SP
Paulo Feijó PR-RJ
Paulo Freire PR-SP
Remídio Monai PR-RR
Silas Freire PR-PI
Tiririca PR-SP
Vicentinho Júnior PR-TO
Wellington Roberto PR-PB
Zenaide Maia PR-RN
Aguinaldo Ribeiro PP-PB
André Abdon PP-AP
André Fufuca PP-MA
Arthur Lira PP-AL
Beto Rosado PP-RN
Beto Salame PP-PA
Cacá Leão PP-BA
Dilceu Sperafico PP-PR
Dimas Fabiano PP-MG
Eduardo da Fonte PP-PE
Ezequiel Fonseca PP-MT
Fausto Pinato PP-SP
Fernando Monteiro PP-PE
Franklin Lima PP-MG
Hiran Gonçalves PP-RR
Iracema Portella PP-PI
Julio Lopes PP-RJ
Lázaro Botelho PP-TO
Luis Carlos Heinze PP-RS
Luiz Fernando Faria PP-MG
Macedo PP-CE
Maia Filho PP-PI
Mário Negromonte Jr. PP-BA
Nelson Meurer PP-PR
Odelmo Leão PP-MG
Renato Molling PP-RS
Renzo Braz PP-MG
Roberto Balestra PP-GO
Roberto Britto PP-BA
Ronaldo Carletto PP-BA
Rôney Nemer PP-DF
Simão Sessim PP-RJ
Toninho Pinheiro PP-MG
Waldir Maranhão PP-MA
Bonifácio de Andrada PSDB-MG
Caio Narcio PSDB-MG
Geraldo Resende PSDB-MS
Giuseppe Vecci PSDB-GO
Marco Tebaldi PSDB-SC
Nelson Marchezan Junior PSDB-RS
Nilson Pinto PSDB-PA
Raimundo Gomes de Matos PSDB-CE
Rodrigo de Castro PSDB-MG
Rogério Marinho PSDB-RN
Alfredo Kaefer PSL-PR
Dâmina Pereira PSL-MG
Adelmo Carneiro Leão PT-MG
Afonso Florence PT-BA
Ana Perugini PT-SP
Angelim PT-AC
Arlindo Chinaglia PT-SP
Assis Carvalho PT-PI
Benedita da Silva PT-RJ
Beto Faro PT-PA
Bohn Gass PT-RS
Caetano PT-BA
Carlos Zarattini PT-SP
Chico D Angelo PT-RJ
Enio Verri PT-PR
Erika Kokay PT-DF
Fabiano Horta PT-RJ
Gabriel Guimarães PT-MG
Givaldo Vieira PT-ES
Helder Salomão PT-ES
Henrique Fontana PT-RS
João Daniel PT-SE
Jorge Solla PT-BA
José Airton Cirilo PT-CE
José Guimarães PT-CE
José Mentor PT-SP
Leo de Brito PT-AC
Leonardo Monteiro PT-MG
Luiz Couto PT-PB
Luiz Sérgio PT-RJ
Luizianne Lins PT-CE
Marco Maia PT-RS
Marcon PT-RS
Margarida Salomão PT-MG
Maria do Rosário PT-RS
Moema Gramacho PT-BA
Nelson Pellegrino PT-BA
Nilto Tatto PT-SP
Padre João PT-MG
Patrus Ananias PT-MG
Paulão PT-AL
Paulo Pimenta PT-RS
Paulo Teixeira PT-SP
Pedro Uczai PT-SC
Pepe Vargas PT-RS
Reginaldo Lopes PT-MG
Ságuas Moraes PT-MT
Valmir Assunção PT-BA
Valmir Prascidelli PT-SP
Vander Loubet PT-MS
Vicente Candido PT-SP
Vicentinho PT-SP
Waldenor Pereira PT-BA
Zé Geraldo PT-PA
Zeca Dirceu PT-PR
Zeca do Pt PT-MS
Arthur Oliveira Maia PPS-BA
Alice Portugal PCdoB-BA
Angela Albino PCdoB-SC
Chico Lopes PCdoB-CE
Daniel Almeida PCdoB-BA
Jandira Feghali PCdoB-RJ
Moisés Diniz PCdoB-AC
Orlando Silva PCdoB-SP

O dia após a comoção II: Ratos tramando na surdina

Hoje essa manhã não é digna de merecer um "bom dia", não por culpa dela. mas por culpa do que os covardes eleitos pelo povo fizeram ontem, na calada da noite e em meio a comoção nacional.

Enquanto o pais estava de luto, deputados, senadores, ministros do supremo e terroristas de esquerda se aproveitaram da comoção nacional pela tragédia com o time da Chapecoense, para na calada da noite, por debaixo dos panos irem em busca de seus próprios interesses e pautas.

Deputados derrubam criminalização do enriquecimento ilícito e a recompensa para quem denunciar crimes e aprovaram punição a juízes e integrantes do Ministério Público

Por 313 votos a favor e 132 votos contra, a Câmara dos Deputados aprovou, às 01:23 da manhã desta quarta (29), uma emenda às “10 medidas contra a corrupção” (aprovadas por 450 votos a favor e 1 contrário) que define a previsão de “crimes de responsabilidade” para juízes e membros do Ministério Público.

A ampla votação dos deputados a favor da medida não tem a preocupação de garantir que todos sejam atingidos pela lei. O foco da medida é permitir que Sérgio Moro, Deltan Dallagnol e demais membros da operação Lava Jato que aterroriza centenas de políticos possam ser colocados no banco dos réus, praticamente acabando com a Lava Jato.

Uma das maiores defensoras da aprovação da medida durante a sessão foi Clarissa Garotinho, filha de Anthony Garotinho, que chegou a ser preso na semana passada pela acusação de compra de votos em campanhas eleitorais.

Bullying aos familiares, ataques virtuais e pessoais aos deputados e até agressões estarão moralmente liberadas a partir de agora depois do que fizeram, ontem na câmara.

O dia após a comoção


Ontem assistimos a uma série de iniciativas generosas dos clubes brasileiros em relação à Chapecoense. Hoje ainda restando velar os corpos das vitimas do desastre a emoção começa a dar lugar à razão, ao bom senso e infelizmente a desconfiança.

Bom senso do Atlético Mineiro que pede para não jogar o último jogo contra a Chapecoense por óbvia inviabilidade emocional e técnica.

A razão da Comenbol que irá decidir no dia 21 de dezembro se acata ao pedido do Atletico Nacional de dar o título da Sulamericana à Chape. Essa decisão por mais bela que seja tem consequências. Como campeã a Chape estaria classificada para a fase de grupos da Libertadores e disputaria a Recopa contra o próprio Atletico Nacional.

A desconfiança após a proposta dos clubes brasileiros de isentar a Chapecoense de rebaixamento que precisa ser analisada pela CBF e leva a algumas questões. Será que se a Chapecoense terminar entre os quatro últimos o clube que terminar em 16º lugar aceitará ser rebaixado no lugar da equipe catarinense e não tentará entrar na justiça?

Lembrando que historicamente clubes e dirigentes sempre tiveram o mal habito de descumprir acordos, vide Eurico Miranda em 87 que traiu o clube dos 13 e aceitou a mudança de regras da Copa União no meio da competição pela CBF, o Sport Recife que entrou no mesmo ano na justiça para ter reconhecido um titulo que, moralmente, não é seu de direito.

O Gama que entrou na justiça para evitar um rebaixamento e criou toda a zona que resultou na Copa João Havelange. E todas as viradas de mesa que ocorreram.

E se o galo se recusa a jogar e algum esperto resolve usar regulamento pra tirar pontos dele? Alguém confia em dirigentes? A desconfiança e a cautela são justificáveis.

A prioridade em principio é em ajudar financeiramente o clube e as famílias das vitimas que precisarão ser minimamente indenizadas. É hora de cuidar de quem ficou.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Post do Editor: Não achei graça, mas não sinto pena



Não achei graça nos videos patéticos do Garotinho fazendo todo aquele escândalo para evitar uma inevitável prisão. Por outro lado considero toda a chacota válida.

Confesso, me senti vingado por assistir a todo aquele vexame. Talvez os risos da população sejam movidos por esse sentimento. É a primeira vez que vemos os 'Cesáres' sendo jogados aos leões no Coliseu nesse pais. Então a sede de sangue da população se justifica.

Tenho uma lista extensa de políticos que gostaria de ver na mesma situação que Garotinho numa ambulância do SAMU desesperado por estar sendo levado a Bangu I.

Falo isso sem peso algum na consciência, nunca fui do tipo metido a bonzinho que prega o "praticar o bem sem ver a quem", muito menos sou como aqueles que falam "mais amor, por favor" enquanto deseja fuzilar opositores. Sou claro e cristalino.

Graça eu não acho, mas o prazer em ver um cretino desses finalmente recebendo aquilo que merece eu sinto e não escondo.

Cria de Brizola, Garotinho foi sem nenhuma dúvida um dos piores governadores do estado perdendo apenas para seu novo companheiro de xadrez, Sérgio Cabral preso no dia seguinte à sua prisão. Se ele está sofrendo tanto assim, está apenas colhendo o que plantou.

Garanto. Há de chegar o dia em que uma parte dos que hoje riem da prisão de Garotinho irão dar chiliques quando chegar a vez de Lula e falar em espetacularização da PF.

M.V "Shogun" Mesquita, editor do Shogunidades

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Sergio Cabral foi preso pela Policia Federal, vou comemorar e relembrar tudo que já dissemos sobre esse canalha



Quem foi leitor deste blog sabe o quanto fomos uns dos poucos que atacaram sozinhos, com criticas embasadas, muito além da gritaria irracional de esquerda ao governo Cabral. Era frustrante como as pessoas relativizavam as aparentes evidências de corrupção do seu governo até uns 4 anos atrás quando ele já estava em seu segundo mandato.

Como uma vez respondi a um tonto que apareceu no blog com um perfil fake querendo defende-lo;

Cabral não foi o melhor governador do Rio. E sim o único nesses 20 anos que recebeu recursos recordes do governo federal para investir no estado. Visando a Copa e as Olimpíadas. 

Mesmo com todos esses recursos fez péssimos investimentos, gastou milhões e criou um projeto patético de metrô em "Y"; Cabral foi completamente incompetente na questão dos Royalties do petróleo; Fechou mais escolas que qualquer outro governador; Priorizou seus amigos e financiadores de campanha em obras e licitações de transporte completamente ineficientes e prejudiciais aos usuários. As administrações do governador Sérgio Cabral e do Prefeito Eduardo Paes no Rio de Janeiro são repletas de exemplos de financiamento a capitais privados e corporativismo em favor dos doadores de suas campanhas. 

Se compararmos o quanto outros governadores receberam de investimento do Governo Federal x realizações. Cabral é seguramente o pior governador que o Rio já teve. Mesmo Garotinho que deixou esse estado falido não recebeu a injeção de dinheiro que Cabral desfrutou.

O resultado vocês assistem diariamente nas noticias sobre a falência do estado.


Hoje finalmente vemos o que parecia impossível alguns anos atrás. O governador bundão foi preso!

Desde que mudei o nome do blog, deixando de ser um blog pessoal passando a ter como principal mote criticar a prefeitura do Rio e o governo do estado  - depois é que crescemos sua abrangência e hoje temos colunistas que falam de literatura e filosofia - hoje é um encerramento desse capítulo do blog, ainda não é o encerramento total visto que ainda tem muita coisa a ser combatida, mas em dois dias assistimos duas das figuras que mais criticamos sendo presas pela PF.

É algo a se comemorar.

Deixo aqui o link com as principais matérias que fizemos contra Sérgio Cabral:


As promessas do governador Sérgio Cabral para cobrar
http://shogunidades.blogspot.com.br/2010/10/as-promessas-do-governador-sergio.html

Educação de Sérgio Cabral é a penúltima do Brasil
http://shogunidades.blogspot.com.br/2010/07/educacao-de-sergio-cabral-e-penultima.html

Tragédia do Bondinho: Associação de moradores de Santa Teresa critica o poder público em carta
http://shogunidades.blogspot.com.br/2011/08/tragedia-do-bondinho-associacao-de.html


Associação de Moradores Denúncia Sérgio Cabral e Júlio Lopes por não cumprimento de Processo
http://shogunidades.blogspot.com.br/2011/08/associacao-de-moradores-denuncia-sergio.html

Sérgio Cabral quer impedir que o povo tenha acesso a dados sobre o governo
http://shogunidades.blogspot.com.br/2011/12/sergio-cabral-quer-impedir-que-o-povo.html

Lar doce Lar... Luciano Huck contrata escritório da mulher de Cabral e ganha de presente decreto do governador para liberar casa em Angra
http://shogunidades.blogspot.com.br/2012/03/lar-doce-lar-luciano-huck-contrata.html

Vejam o tratamento que Sérgio Cabral dá a quem protesta contra seu desgoverno
http://shogunidades.blogspot.com.br/2012/06/vejam-o-tratamento-que-sergio-cabral-da.html

Aldeia Maracanã: Todos os lados da questão.
http://shogunidades.blogspot.com.br/2013/03/aldeia-maracana-todos-os-lados-da.html

Direito de resposta de uma ativista da Aldeia Maracanã ao post "A esquerda brasileira é patética!"
http://shogunidades.blogspot.com.br/2013/03/direito-de-resposta-de-uma-ativista-da.html

Manual Shogunístico de Protestos Aplicado: Vizinhos querem que Cabral se mude
http://shogunidades.blogspot.com.br/2013/07/manual-shogunistico-de-protestos.html

O 11 de Julho do 2º Reich de Sérgio Cabral no Rio
http://shogunidades.blogspot.com.br/2013/07/o-11-de-julho-do-2-reich-de-sergio.html

Um verdadeiro bacanal politico no Rio
http://shogunidades.blogspot.com.br/2014/06/um-verdadeiro-bacanal-politico-no-rio.html

Lula e a "Pura emoção" de Cabral
http://shogunidades.blogspot.com.br/2013/10/lula-e-pura-emocao-de-cabral.html

Aborto - Até quando está certo Sérgio Cabral erra
http://shogunidades.blogspot.com.br/2010/12/aborto-ate-quando-esta-certo-sergio.html


Tudo o que já falamos sobre Sérgio Cabral
http://shogunidades.blogspot.com.br/search/label/S%C3%A9rgio%20Cabral

E como sempre o tratamos com deboche, pra não passar batido:



quarta-feira, 16 de novembro de 2016

ÉDIPO, KUNDERA E A ARROGÂNCIA DA IMPRENSA



Sempre que converso com amigos ou alunos, costumo dizer que o mais ferrenho direitista é o ex-esquerdista. Assim como um ex-fumante, o ex-esquerdista defende com unhas e dentes sua mudança e tenta a todo custo mostrar, a partir do seu envolvimento com o outro lado, o quanto ele é nefasto. Confesso que sou um pouco assim. E quando digo que já fui um apreciador da doutrina marxista, com direito a camisa do Che e todo o resto do pacote, ficam curiosos por saber o que me fez mudar e digo a verdade: os livros.

Um desses livros foi o romance A Insustentável Leveza do Ser, de Milan Kundera. Obra mais conhecida do autor tcheco e já adaptada para o cinema, narra a história de Tomas, um jovem médico, atraente e com certa respeitabilidade, o que lhe garante algum conforto na Praga de 1968. Com a Primavera de Praga como pano de fundo, a narrativa faz uma análise existencialista e filosófica do homem e de como se relaciona amorosamente quando desprendido de ilusões românticas. Mas não é a esse lado mais filosófico do texto que quero me ater e sim a algo mais sutil e relevante e que venho tratando em minhas análises que é o panorama político e como uma narrativa de ficção pode mudar convicções ideológicas tão profundamente arraigadas (como no meu caso).

Kundera foi crítico ferrenho da Cortina de Ferro durante a Guerra Fria, muitos livros seus abordam como era a vida na antiga Tchecoslováquia no período em que o país fez parte do bloco comunista e nesse caso ele foi bem mordaz com sua reprovação do regime. Na trama, o protagonista tem um artigo seu publicado num jornal de grande circulação que logo causa desconforto nas autoridades do país. Lembremos que parte da narrativa acontece durante a Primavera de Praga e seu desenrolar vão pelos anos seguintes. Como seu artigo (como foi dito antes) causa indignação nos poderosos locais, é pedido a ele que se retrate publicamente com outro texto de própria autoria. Ao se recusar, tem sua vida destruída pela máquina do Estado. Tomas perde tudo: prestígio, carreira e termina sua vida como um modesto fazendeiro no interior do país. O regime o engole e cospe apenas um resto de homem.

A crítica que ele faz ao governo é bem emblemática, para dizer a verdade. Ao analisar a obra Édipo Rei no seu texto, o jovem médico compara os governantes que permitiram a entrada dos soviéticos, levando seu povo ao sofrimento, ao rei da peça. Contudo, ele aponta a diferença moral entre ambos – e é aí que sua vida é destruída – enquanto Édipo, ao saber de seu erro, que leva seu povo a ser assolado por pragas (na peça, o crime dele foi matar o pai e desposar a mãe, como fora vaticinado no seu nascimento), fura os próprios olhos como autopunição pelo mal que infligiu, os poderosos de seu país fingem-se de cegos, ignorando o sofrimento causado à população e não praticam esse auto flagelo, como o rei tebano, não abrem mão de algo precioso – seus cargos – pelo bem da nação.

Essa obra como um todo, mostrou-me um lado do socialismo que até então eu não conhecia. Já havia lido minhas primeiras distopias e comecei a entender o que estava acontecendo com mais clareza. Depois vieram outras narrativas, porém, o impacto dessa no momento em que li foi um divisor de águas. E esse livro seria mais um na lista dos que me marcaram se, repetidas vezes, ao longo dos últimos 10 anos (ou um pouco mais), não retornasse ao artigo de Tomas e ao holocausto de Édipo a cada nova lida nas notícias, a cada vez que vejo como agem os líderes de esquerda e seus intelectuais opereta que tendem a negar a verdade, mesmo que isso custe a integridade moral ou mesmo física de toda a população.

Um bom exemplo disso é a cobertura da imprensa durante todo esse ano. e quando me refiro à imprensa, falo da oficial, dos grandes veículos de comunicação, aquelas que entram no lar de milhões de brasileiros e é composta majoritariamente de jornalistas tendenciosos e que em grande parte do tempo não divulgam a verdade pura, simples e imparcialmente, ficam praticando um jornalismo tendencioso e que beira à torcida organizada, com análises imparciais repletas de paixões e com a neutralidade de um cabo eleitoral muito bem pago.

Todos acompanharam seus vexames nos últimos tempos, seus vaticínios perfeitos onde previram o fim da Operação Lava Jato, a não aprovação do Impeachment e depois absolvição de Dilma, a escapada de Eduardo Cunha e no fim as torcidas e campanhas eleitorais veladas ao candidato do Rio de Janeiro, Marcelo Freixo e da candidata à presidência americana Hillary Clinton. E nem estou mencionando a tentativa de assassinato de reputações com seus opositores, respectivamente: Marcelo Crivella e Donald Trump.

E o que faz com que eu pense em Édipo e seu martírio é justamente o comportamento da imprensa brasileira (e americana também) em não fazer uma auto crítica, é não olhar para os sucessivos erros e admitir que falhou fragorosamente, é não reconhecer e, simbolicamente, sacrificar a reputação de imparcialidade que tanto ostenta sem na verdade cumprir – numa postura tão hipócrita quanto daqueles que finge apontar – e retirar-se pelo bem maior dos que leem ou ouvem seus arroubos de oráculos modernos. Ela se arvora da alcunha de Quarto Poder e age de forma ditatorial escolhendo aqueles que serão ungidos no altar de suas prensas sem pensar que seus eleitos podem destruir o pouco que os mais sofridos possuem. E não se desculpam. E ao perceberem que suas mentiras foram expostas e estão sujeitos ao escárnio público, tentam distorcer a verdade, inflamam os mais ingênuos ou mal-intencionados e tentam a todo custo distorcer a realidade que está cada vez mais aparente, graças principalmente à internet e àqueles que buscam a verdade, não importa onde esteja.

Assim como os políticos, a imprensa oficial também é amoral. Assim como eles, precisa fazer um mea culpa, reconhecer que falhou e abrir mão de sua reputação, como Édipo abriu de seus olhos. A imprensa precisa se dar em holocausto às divindades da verdade e da justiça, ficar ao lado daqueles que os mantém e que estão fartos de suas inverdades: o leitor, o espectador. Kundera soube como poucos nos mostrar essa verdade e como poucos apontar a amoralidade daqueles que deveriam zelar por nós. Muitos livros nos entretêm e muitos nos mudam, abrem nossos olhos, seja de forma leve ou de forma intensa e nesse caso, Kundera deu-me um tapa na cara para que eu visse a verdade e é o que busco desde então. Até a próxima.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Wilson Agostinho: Por que a esquerda chama de nazista qualquer um que se oponha a ela?



Por que os esquerdistas vivem chamando os outros de "fascistas"? Já vi esse rótulo colado nas figuras mais díspares: cristãos, liberais, conservadores, maçons, militares latino-americanos, anarquistas, social-democratas, muçulmanos - todo mundo. Nem judeus escapam: Menachem Begin e Arthur Koestler levaram essa carimbada umas dúzias de vezes.

De onde vem essa mania, essa necessidade compulsiva de dar a cada desavença, por mais mesquinha e estapafúrdia, o ar de um épico "combate antifascista"?

Detesto conjeturas psicológicas. Prefiro o método genético do velho Aristóteles. Em quase cem por cento dos casos, contar como as coisas começaram já basta para a plena elucidação de causas e motivos.

Até o princípio dos anos 30, os comunistas não ligavam muito para fascismo ou nazismo. Papai Stalin ensinava-lhes desde 1924 que esses movimentos eram apenas a "radicalização suicida da ideologia capitalista", prenunciando o "fim" do "império burguês" e a "vitória final" do socialismo. "O nazismo", dizia-se, "é o navio quebra-gelo da revolução." De repente, em 1933, partindo de Moscou sob o comando de Karl Radek, uma onda de antifascismo varreu a Europa sob a forma de livros, reportagens, congressos, passeatas, filmes, peças de teatro. Intelectuais independentes apareciam nos palanques ao lado dos poetas oficiais do Partido. Manifestos antinazistas traziam as assinaturas de estrelas do cinema.

Entre essas duas épocas, algo aconteceu. Adolf Hitler, eleito chanceler, preparava-se para grandes conquistas que requeriam o poder absoluto. Ansioso de eliminar concorrentes, e não podendo abusar do apoio recalcitrante do exército alemão, recorreu à ajuda da instituição que, no mundo, era a mais informada sobre movimentos subversivos: o serviço secreto soviético. A colaboração começou logo após a eleição de Hitler. Em troca da ajuda militar alemã, vital para o Exército Vermelho, Hitler era informado de cada passo de seus inimigos internos. O sucesso da "Noite das Longas Facas" de 1934 inspirou Stalin a fazer operação idêntica no Partido soviético: tal foi a origem do Grande Expurgo de 1936, no qual o serviço secreto alemão, já disciplinado por Hitler, retribuiu os favores soviéticos, descobrindo e forjando provas contra quem Stalin desejasse incriminar. O famoso pacto Ribentropp-Molotov foi somente a oficialização exterior de uma colaboração que já era bem ativa fazia pelo menos SEIS ANOS.

A onda mundial de histrionismo antifascista foi inventada por Karl Radek, em primeiro lugar, como vasta operação diversionista. Apenas um truque para jogar areia nos olhos dos antifascistas ocidentais, para que não percebessem a colaboração secreta, então cada vez mais intensa, entre a URSS e a Alemanha nazista, colaboração da qual o próprio Radek, no auge da campanha em carta confidencial a um amigo, confessava: "O que ali digo (contra o fascismo) é uma coisa. A realidade é bem outra. Ninguém nos daria o que a Alemanha nos dá. Quem imagina que vamos romper com a Alemanha é um idiota."(Cit. em Stephen Koch, Double Lives. Spies and Writers iin the Secret Soviet War of Ideas Against the West, New Yorkm The Free Press, 1994, p. 54.)

De Paris a Hollywood, idiotas pululavam entre os escritores e artistas. Arregimentá-los como "companheiros de viagem", criando a cultura do comunismo chique que até hoje dá o tom nos meios pedantes em países periféricos, foi o segundo objetivo da operação. Eram pessoas importantes, formadoras de opinião, que conservavam sua identidade exterior de "independentes", ao mesmo tempo que serviam obedientemente ao comunismo porque suas vidas eram controladas através de suborno, envolvimento e chantagem. Um exemplo entre centenas: André Gide, que era homossexual, durante anos não teve um companheiro de cama que não fosse plantado ali pela espionagem soviética. Quando se recusou a colaborar, a sujeira colecionada nos arquivos despencou em cima dele. Por análogos procedimentos, a espionagem soviética colocou a seu serviço André Malraux, Ernest Hemingway, Sinclair Lewis, John dos Passos e muitos outros, como também atores e atrizes de Hollywood, que, além do glamour, garantiam para Moscou um regular fluxo de dólares, moeda indispensável nas operações internacionais. O controle dos intelectuais era feito diretamente por agentes soviéticos, em geral à margem dos partidos comunistas locais, que por isto foram pegos de surpresa pelo pacto de 1939.

A terceira finalidade do "antifascismo" foi recrutar espiões nas altas esferas intelectuais. Alguns dos mais célebres agentes soviéticos, como Kim Philby, Guy Burgess, Alger Hiss e Sir Anthony Blunt, entraram para o serviço por meio da campanha. Conforme o combinado com Hitler, nenhum dos então recrutados foi usado contra a Alemanha nazista, mas todos contra os governos antinazistas ocidentais.

Comunistas, espiões e "companheiros de viagem" carregam pesada culpa pela mais sórdida fraude já montada por uma parceria de tiranos. Em suas mais notórias expressões, toda a cultura antifascista da época, o espírito do "Front Popular", matriz do antifascismo cabotino que ainda subsiste no Brasil, foi a colaboração consciente com uma farsa, sem a qual as tiranias de Hitler e Stalin não teriam sobrevivido a suas oposições internas; sem a qual portanto não teria havido nem Longas Facas, nem Grande Expurgo, nem Holocausto. O “Front Popular” foi um antifascismo de fachada inventado por Stalin para encobrir a ajuda que a URSS estava dando ao rearmamento do Exército alemão. Serviu também para desmoralizar a direita francesa, então a única voz (com a honrosa exceção do isolado e inaudível general de Gaulle) que defendia o fortalecimento militar da nação para fazer face à iminente agressão nazista, enquanto a esquerda e o centro queriam -— e obtiveram — o desmantelamento das Forças Armadas. Graças à campanha “antifascista”, Hitler pôde assim esmagar a França sem dificuldade, precisamente aliás conforme os cálculos de Stalin, que planejava usar os nazistas como pontas-de-lança para um ataque devastador às democracias ocidentais.

Desde a abertura dos Arquivos de Moscou que todo esse episódio está bem esclarecido. Mas o esforço conjunto de intelectuais, professores, jornalistas e idiotas úteis à serviço da ideologia socialista foi muito eficiente em ocultar da população uma descoberta histórica que ameaçava neutralizar o apelo hipnótico de um adorado mito stalinista.

Neurose, dizia um velho amigo meu, é uma mentira esquecida na qual você ainda acredita. A compulsão comunista de exibir "antifascismo" xingando os outros de "fascistas" revela o clássico ritual neurótico de exorcismo projetivo, no qual o doente se desidentifica artificialmente de suas culpas jogando-as sobre um bode expiatório. Nos velhos, é hipocrisia consciente. Nos jovens, é absorção simiesca de um sintoma ancestral que acaba por neurotizá-los retroativamente, fazendo deles os guardiães inconscientes de um segredo macabro.

Por isso, amigos, quando um esquerdista chamar qualquer um de vocês de "fascista", não se rebaixe tentando explicar que não é. Ninguém neste mundo deve satisfações a um colaborador de Hitler.


Bibliografia:

Stephen Koch, Double Lives. Spies and Writers iin the Secret Soviet War of Ideas Against the West, New Yorkm The Free Press, 1994, p. 54

Millor Fernandes:

Jornalismo, por princípio, é oposição – oposição a tudo, inclusive à oposição. Ninguém deve ficar acima de qualquer suspeita; para o jornalista, não existem santos.