Millor Fernandes:


Jornalismo, por princípio, é oposição – oposição a tudo, inclusive à oposição. Ninguém deve ficar acima de qualquer suspeita; para o jornalista, não existem santos.

sábado, 20 de janeiro de 2018

SOBRE MITOS, ELEIÇÕES E DEJA VÚ

Em 2002, Lula era vendido como o paladino da ética e tinha uma militância que beirava o messianismo. O tempo passou e hoje sabemos o crápula que ele é.

Em 2017/18, Bolsonaro é vendido como o paladino da moral e retidão e tem uma militância que beira o messianismo (com trocadilho, por favor). Seus defensores o tomam por honesto por não ter seu nome envolvido na Lava Jato (apesar de ter sido do PP à época e o partido ter sido o que recebeu mais dinheiro de propina), mas vejamos algumas coisas:

Para alguém apontado como reto e moralmente impoluto, é no mínimo incoerente que use auxílio-moradia mesmo tendo residência fixa em Brasília e assumidamente diga que usava o dinheiro (palavras suas) pra comer gente (algo duplamente amoral, mas defendido por seu séquito como algo aceitável, mesmo que feito com dinheiro público).

Alguém tão ético não poderia também manter funcionários fantasmas em seu gabinete enquanto os mesmos residem em outra cidade e exercem funções particulares em sua propriedade particular... não é o caso de Jair, que mantém em seu gabinete em Brasília o pagamento de seu caseiro e esposa.

O fato dele não aparecer em 70% das sessões, mesmo nas que preside, diz mais sobre sua nulidade como deputado do que um possível boicote defendido por seus fiéis.

Como disse antes, ele não passa de um político comum alçado à condição de Dom Sebastião da vez por um séquito de estatólatras que querem um ditador pra chamar de seu e não diferem em nada de petistas e demais comunistas.

O tempo, no caso deste, também passará.

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"Se a prudência da reserva e decoro indica o silenciar em algumas circunstâncias, em outras, uma prudência de uma ordem maior pode justificar a atitude de dizer o que pensamos." - (Edmund Burke)